22/jan
Cuide-se! Consultas periódicas ajudam a identificar riscos e agir antes que ocorram danos permanentes. Diferenças entre glaucoma de ângulo aberto e glaucoma de ângulo fechado
O glaucoma é uma das principais causas de perda visual irreversível no mundo. Trata-se de uma doença que afeta o nervo óptico e, na maioria dos casos, está relacionada ao aumento da pressão intraocular. Apesar de receber um único nome, o glaucoma pode se manifestar de formas diferentes, sendo as mais conhecidas o glaucoma de ângulo aberto e o glaucoma de ângulo fechado.
Entender as diferenças entre esses tipos é fundamental para reconhecer riscos, sintomas e a importância do acompanhamento oftalmológico regular.
Glaucoma de ângulo aberto
O glaucoma de ângulo aberto é a forma mais comum da doença. Ele se caracteriza por uma evolução lenta, progressiva e silenciosa. Nesse tipo, a drenagem do humor aquoso, líquido responsável por manter a pressão interna do olho, ocorre de forma inadequada, fazendo com que a pressão intraocular aumente gradualmente.
O grande desafio está no fato de que, nos estágios iniciais, geralmente não há sintomas perceptíveis. A perda do campo visual acontece aos poucos, começando pela visão periférica, e muitas vezes só é notada quando o dano já está avançado.
Por isso, exames preventivos são essenciais, especialmente para pessoas com histórico familiar, idade acima de 40 anos ou outras condições de risco.
Glaucoma de ângulo fechado
Já o glaucoma de ângulo fechado ocorre quando a via de drenagem do olho se fecha parcial ou totalmente, impedindo a saída do humor aquoso. Isso pode acontecer de forma súbita ou intermitente, levando a um aumento rápido da pressão intraocular.
Diferente do ângulo aberto, esse tipo costuma apresentar sintomas intensos, como:
Dor ocular forte
Visão embaçada
Halos ao redor das luzes
Náuseas e vômitos
Por se tratar de uma condição que pode evoluir rapidamente para danos graves ao nervo óptico, o glaucoma de ângulo fechado é considerado uma urgência oftalmológica e exige atendimento imediato.
A importância do diagnóstico precoce
Independentemente do tipo, o glaucoma não tem cura, mas pode ser controlado quando diagnosticado precocemente. Consultas periódicas, exames específicos e acompanhamento adequado permitem preservar a visão e evitar danos permanentes.
Cuidar da saúde ocular é uma forma de proteger não apenas a visão, mas também a qualidade de vida ao longo do tempo.